Friday, March 24, 2006

Células estaminais já são bom negócio em Portugal

Conservação Pais recorrem cada vez mais a empresas para preservar sangue do cordão umbilical Eficácia das células em tratamentos futuros está ainda por comprovar cientificamente
Sandra Moutinho
“Pais ansiosos estão a pagar mil euros pela conservação do sangue do cordão umbilical dos filhos, "comprando" um serviço cada vez mais procurado, mas cuja aplicação ainda não foi cientificamente demonstrada. "Uma oportunidade única que pode proteger o seu filho" ou "salve a vida do seu filho" são as frases com que duas empresas que se dedicam à conservação do sangue do cordão umbilical apresentam os seus serviços.O presidente da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, Daniel Pereira da Silva, disse que cada vez mais é confrontado com dúvidas de mulheres que o questionam sobre se devem ou não recorrer a este serviço. É uma pergunta difícil de responder a grávidas ansiosas que, naturalmente, estão dispostas a tudo para proteger a saúde do seu filho. Daniel Pereira da Silva alerta, contudo, que se trata de "um investimento, com custos económicos significativos, que deve ser visto como uma potencialidade e não uma realidade". (….)
Joaquim Silva Neves, ginecologista e obstetra do Hospital Santa Maria, em Lisboa, há algum tempo que é confrontado com o pedido de grávidas para a recolha do sangue do cordão umbilical após o parto. (….)
O ginecologista e obstetra duvida da aplicação das células recolhidas desta forma e se alguma vez virão a ser utilizadas pelos dadores (bebés). "Ainda não há aplicação prática deste material e nem sequer prova de que sobrevivem ao fim de 15 anos de criopreservação", disse.(….)
A ciência tem estudado a utilização de células estaminais nas mais diversas patologias Parkinson, diabetes, Alzheimer, doenças do foro cardíaco e carcinomas. O presidente da Sociedade Portuguesa de Células Estaminais e Terapia Celular, Rui Reis, considera que a congelação de células do bebé "pode ser muito interessante", mas reconhece que ainda não existe forma de as aplicar para o tratamento de doenças.A Bebevida, que se lança agora neste serviço, propõe aos pais a "possibilidade de salvar a sua vida e a do seu filho" . A empresa disponibiliza a conservação de células estaminais do bebé durante 25 anos com a finalidade da sua utilização "na terapia de diversas doenças" e cobra 1.465 euros (perto de 293 contos) por este serviço.
Perante o crescimento deste tipo de serviços, o Grupo Europeu de Ética alertou recentemente para o "engano" que é congelar células do cordão umbilical para a utilização futura do dador, já que é raríssimo o seu uso no tratamento de doenças. (….)
Apesar da intensa investigação realizada "não foi ainda demonstrada nenhuma prova evidente da utilidade das células estaminais". Assim, é "altamente hipotético que as células do cordão umbilical mantidas para utilização no dador tenham algum valor no futuro", frisa o Grupo Europeu de Ética.”

Agência Lusa
Fonte: http://jn.sapo.pt

Problemas Éticos das Células - Tronco
Apesar das vantagens, também em volta deste tema existem polémicas. Isto porque existem divergências de opinião sobre quando se inicia a vida, havendo pessoas que não aceitam que se destrua um embrião para que se retirem as células estaminais embrionárias, considerando que se está a destruir uma vida humana.
Não havendo um consenso comum em relação ao momento em que se inicia a vida humana, verificam-se várias políticas em relação à legalidade do uso de células estaminais embrionárias. Assim, na Alemanha a remoção destas células no embrião humano é considerada uma prática ilegal, enquanto que na Grã-Bretanha é legal mas de acordo com regulamentos rigorosos (só pode ser feito até 14 dias após a fertilização). Já no Brasil, é permitido que se faça esta pesquisa após o embrião completar 3 anos sem ser usado.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/
http://www.bionetonline.org

Thursday, March 23, 2006

Células - Tronco
As células tronco, mais vulgarmente designadas por células estaminais, são células não-diferênciadas dos embriões dos animais que se podem diferenciar durante o processo de desenvolvimento do embrião (ontogénese) em vários, tecidos (cérebro, coração, músculos, pele, etc.).
Devido às suas características únicas, estas células são de grande importância para a medicina, nomeadamente na aplicação terapêutica, podendo ser usadas no combate a doenças crónicas (cardiovasculares, diabetes tipo 1, etc.).
As células estaminais podem ser do tipo adulto, quando são extraídas dos vários tecidos do corpo (geralmente retiradas do próprio paciente), ou podem ser embrionárias, quando são extraídas dos embriões. Apesar de mais eficientes devido à sua possibilidade de gerar um número de tecidos mais vasto, as células estaminais embrionárias demonstraram ter uma maior chance de serem rejeitadas ou mesmo causar tumores
.

Manipulação genética in vitro e in vivo
"A Engenharia Genética envolve um conjunto de métodos moleculares que permitem manipular o material genético in vitro, ou seja, num tubo de ensaio ou em laboratório, originando moléculas quiméricas, o denominado DNA recombinado (rDNA). Grande parte dos métodos usados na tecnologia do rDNA baseiam-se em mecanismos que ocorrem in vivo, embora apresentem alterações com vista a aumentar a eficiência e a frequência com que os processos ocorrem in vivo e tornar a sua execução praticável em laboratório. Em muitos casos os processos concretizáveis em laboratório são mesmo virtualmente impossíveis in vivo, pelo que a tecnologia do rDNA in vitro veio possibilitar um enorme avanço do conhecimento científico e do potencial de inovação. De facto, esta tecnologia viabiliza a criação de novas combinações de material genético e a introdução de DNA de diversas origens em organismos hospedeiros mais adequados. Esta abordagem tem permitido a superprodução de proteínas recombinadas de interesse clínico e biotecnológico, bem como a construção de diversas fusões genéticas que facilitam a purificação de proteínas, o estudo da sua localização sub-celular, da sua expressão e do seu tráfego no interior de uma célula. Permite ainda a eliminação ou substituição rigorosa de genes para a construção de estirpes mutantes com características mais interessantes ou que facilitam a elucidação de determinados problemas biológicos."

Autor(es): Grupo de Ciências Biológicas do IST

Fonte: http://www.e-escola.pt

Wednesday, March 22, 2006

Testes genéticos

As primeiras conquistas começam a surgir na disponibilização de novos testes genéticos, possibilitando diagnósticos mais precisos e precoces de cancros da boca, pescoço, mama, pulmões, pâncreas, rins e colorretal. Uma avaliação e um aconselhamento genético adequados possuem implicações importantes na vida e no eventual tratamento do(s) paciente(s) e de seus familiares.A comunidade científica ainda discute sobre a melhor maneira de distribuir estes testes e boa parte desta cautela vem da consciência dos aspectos científicos e sociais dessas novas ferramentas. Vários testes já melhoraram significativamente o padrão de vida de muitas pessoas – alguns até contribuíram para salvar vidas – mas os cientistas ainda relutam em dizer como interpretar a maioria deles.O potencial de se utilizar os próprios genes para tratar doenças – a Terapia Genética – é a aplicação mais formidável da engenharia genética. Ela promete tratar ou mesmo curar doenças adquiridas ou de cunho genético utilizando genes normais para substituir ou suplementar um gene defeituoso ou melhorar a imunidade (por exemplo, uma droga estimulará o sistema imune a combater de maneira mais eficaz um determinado tipo de tumor).
As vacinas de DNA podem conter genes de diferentes cepas de um determinado agente causador de doença (patogénico), imunizando contra todas elas simultaneamente – algo bastante útil quando se luta com microrganismos altamente mutáveis, como o vírus da gripe e o HIV.Testes nestes sentido já se encontram em fases avançadas em pacientes com tumores malignos da próstata, por exemplo.


Fonte: http://boasaude.uol.com.br/


PGD - Diagnóstico Genético Pré-Implantatório

"O avanço da engenharia genética poderá permitir, no futuro, determinar as características dos bebés, de forma a torná-los mais saudáveis, inteligentes e bonitos, afastando da ribalta práticas reprodutivas polémicas como a clonagem.
Num dia em que se anunciou que o terceiro bebé clonado está prestes a nascer (embora ainda sem quaisquer provas em relação aos dois presumíveis clones humanos já existentes), cientistas norte-americanos sublinharam a intervenção da genética em outras técnicas reprodutivas com sucesso já comprovado. "A clonagem serve apenas para desviar as atenções", afirmou o biólogo Lee Silver, da Universidade de Princeton, cujo livro "Remarking Eden" (1997) oferece uma visão de um futuro em que os pais poderão jogar com a hereditariedade. A combinação do conhecimento genético com os avanços na tecnologia reprodutiva já permite aos pais seleccionar alguns dos genes que querem (ou não) transmitir aos seus filhos. Um dia, dizem os cientistas, a ciência permitirá a criação de características ou genes humanos que nunca existiram nos pais. Um exemplo claro que ilustra o futuro cada vez mais próximo da reprodução humana é a história de Adam, um bebé "desenhado" para ter certas características e "escapar" a outras. Os pais de Adam tinham já uma filha, Molly, que sofria de uma doença genética rara (Anemia de Fanconi). Ao mesmo tempo que pretendiam que o segundo filho nascesse sem este problema, era necessário que partilhasse algumas características genéticas com Molly, que precisava urgentemente de um transplante de medula para sobreviver. Com a ajuda de Yury Verlinsky, um geneticista do Instituto de Genética Reprodutiva de Chicago, foram desenvolvidas várias dúzias de embriões através de fertilização in vitro, sendo escolhido para implantação aquele com as características genéticas mais adequadas à situação e que daria origem ao bebé pretendido, Adam. Ou seja, ao contrário de "Eva", o alegado primeiro clone humano, Adam não é uma cópia de ninguém mas um bebé com características escolhidas pelos pais e que permitiram, neste caso, salvar uma vida. O procedimento pode ser utilizado também, por exemplo, para evitar a transmissão de genes que provocam doenças como a fibrose quística ou a hemofilia, ou ajudar mulheres com mais de 30 anos a evitar os riscos acrescidos de terem filhos com a síndroma de Down. Designada por Diagnóstico Genético Pré-Implantatório (PGD, sigla em inglês), a técnica não modifica os embriões, apenas cria um número mais alargado de embriões através de fertilização in vitro, analisando-os depois para verificar qual o que preenche os requisitos desejados (habitualmente ausência de um gene defeituoso). Utilizar esta técnica para tornar as crianças mais altas ou inteligentes é, por enquanto, impraticável, em parte porque o PGD está limitado às características genéticas existentes nos pais. Por outro lado, características complexas como a altura ou a inteligência são influenciadas por um grande número de genes, tornando improvável que todos os melhores genes se concentrem num único embrião. No entanto, já existem experiências científicas em animais nas quais os investigadores inserem directamente os genes pretendidos, dando origem, por exemplo, a vacas e cabras cujo leite contém medicamentos. Por enquanto, inserir genes em embriões é uma tecnologia cheia de imperfeições, com mais riscos do que benefícios, e que deverá demorar ainda algumas décadas antes de a situação se alterar. Contudo, quando os investigadores compreenderem que genes controlam que características e como se podem minorar os efeitos negativos do ambiente (como má nutrição, por exemplo) será possível "produzir" bebés resistentes ao cancro, às doenças cardíacas e mentais e até à sida. Opções legais poderão, no entanto, bloquear estes avanços, que entre os cientistas não são alvo de unanimidade do ponto de vista ético. "A questão recente da clonagem de humanos, ainda não provada cientificamente, já nos fez perceber que não temos os meios legais adequados para lidar com estas situações", sublinhou o bioético Jeffrey Kahn, da Universidade do Minnesota."
Fonte: "in Lusa"

Clonagem

Um clone é uma réplica exacta de um gene obtido por engenharia genética numa sequência de ácido desoxirribonucleico (ADN). Os componentes de um clone têm sempre a mesma constituição genética, desde que não ocorra qualquer mutação.
Desde há muito tempo que cientistas tentam desenvolver técnicas de laboratório que permitam clonar organismos. No entanto, os objectivos não eram de produzir organismos idênticos com características genéticas específicas mas responder à questão da possibilidade de uma célula, com características específicas, conter toda a informação genética que possibilite a génese de um indivíduo completo.
A clonagem nos animais baseia-se na transferência do núcleo de uma célula somática para um ovo anucleado. As experiências feitas a animais utilizando essa transferência de núcleo, mostraram que é possível obter um animal completo a partir de um óvulo para onde foi transplantado o núcleo de uma célula adulta.

1) As células somáticas são retiradas do doador 2) Essas células são cultivadas em laboratório 3) De uma doadora colhe-se um óvulo não fertilizado 4) O núcleo contendo DNA é retirado do óvulo 5) A célula cultivada é fundida ao óvulo por meio de corrente elétrica 6) Agora temos o óvulo fertilizado com nova informação genética 7) Este óvulo vai se desenvolver até a fase de blástula (embrião com mais de 100 células) onde estão as células tronco.
Diciopédia 2004

OGM's - Animais transgénicos

Falou-se anteriormente neste blog, dos trangénicos a nível de alimentos e plantas. No entanto, a biotecnologia também aplica essas técnicas na produção de tecidos e órgãos humanos. Até mesmo seres vivos têm surgido destas pesquisas. O caso mais conhecido foi da ovelha Dolly em que a técnica da clonagem (que aprofundarei posteriormente) foi utilizada, gerando um novo ser vivo.
Os animais geneticamente modificados têm sido cada vez mais utilizados em experimentações científicas. A decisão dos cientistas sobre a criação desses animais em laboratórios, como todas as questões relacionadas com a “manipulação da vida”, tem causado polémicas relacionadas com a ética desta prática.
Para o pesquisador João Bosco Pesquero, coordenador do Centro de Desenvolvimento de Modelos Experimentais para a Medicina (Cedeme), uma das grandes vantagens de se criar animais transgénicos em laboratórios, é a possibilidade de determinar para que servem as informações contidas no código genético humano e descobrir quais são os genes responsáveis por certas doenças genéticas. Esse conhecimento pode servir para eliminar os genes causadores de doenças genéticas em humanos, sendo que isto só é possível quando a sequência do gene do animal estudado, for parecida com a do gene humano.
Com o uso da manipulação genética, o grupo de pesquisas de Pesquero conseguiu gerar um camundongo que sente muito menos dor que o normal e é muito menos propenso a inflamações.
As novas características desse camundongo, tornam o animal mais recomendável para ser utilizado em alguns estudos voltados para o desenvolvimento de medicamentos, o que despertou o interesse de grandes indústrias farmacêuticas que pretendem comprar os animais para testes.
No entanto, continuam a verificar-se manifestações contra o uso de animais com estes fins, afirmando que é muito difícil prever quais serão as interacções negativas com o meio ambiente e quais serão as consequências da manipulação genética para os próprios animais.


Fonte: http://www.comciencia.br/

http://www.suapesquisa.com/

Pesquisadores ainda avaliam impacto de transgênicos na saúde humana
Natal, 13 de Março de 2006
“A coordenadora da Campanha de Engenharia Genética do Greenpeace, Gabriela Couto, afirma que, com relação à saúde humana, os cientistas ainda estão pesquisando e avaliando os reais impactos dos transgênicos, mas que os estudos não são definitivos. No entanto, ela diz que já foi comprovado em laboratório que o uso de transgênicos causam impacto no metabolismos de ratos. O Greenpeace divulgou ontem o primeiro relatório global sobre o registro de contaminação por organismos geneticamente modificados.Gabriela explica que os organismos geneticamente modificados são genes vivos transferidos para outras plantas que causam a chamada "contaminação" e muitas vezes a perda de espécies que não poderiam receber aquele tipo de gene. (….)”
Fonte: http://www.dnonline.com.br

Greenpeace aponta 113 casos de contaminação transgênica
Por Folha de Londrina 10/03/2006
"Greenpeace divulga relatório e espera pressionar governo a rever posição sobre regras internacionais para transgênicos.
A organização não-governamental (ONG) ambientalista Greenpeace divulgou, ontem, relatório apontando a ocorrência de 113 casos de contaminação transgênica, em 39 países, nos últimos 10 anos. A divulgação cinco dias antes da abertura oficial da 3 Reunião das Partes do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança (MOP-3) é estratégica para pressionar o governo brasileiro a rever sua posição em relação às regras internacionais para manipulação, transporte, embalagem e identificação de transgênicos. (….)
De acordo com o Relatório sobre Registro de Contaminação Transgênica, organizado pelo Greenpeace e pela organização GeneWatch, do Reino Unido, o número de países afetados é o dobro daqueles que permitem oficialmente o cultivo de transgênicos. Só em 2005 foram registradas ocorrências em 11 países, incluindo alguns que supostamente possuem um sistema de controle rígido, como o Reino Unido. (….)”
Fonte: http://www.dnonline.com.br

Wednesday, March 15, 2006

OGM's - plantas e alimentos transgénicos

Dos milhares de aplicações possíveis para os OGMs (organismos genéticamente modificados), o sector que mais visivelmente tem explorado esta técnica é o da agricultura. Os potenciais objectivos/ benefícios resultantes do uso de transgénicos são o controlo de pragas, a resistência a doenças, a tolerância à geada, a nutrição, a administração de medicamentos através de alimentos, a fito-reparação, etc….
No entanto, a ciência ainda não consegue determinar com precisão o que pode acontecer quando genes de um organismo são transferidos para o ADN de outro com o qual nunca se poderia cruzar naturalmente. E apesar de as empresas biotecnológicas alegarem que não são conhecidos efeitos nocivos para a saúde devido ao consumo de OGMs, já foi demonstrado que há perigos envolvidos. Já foi, por exemplo, confirmada, a transferência de substâncias alergénicas por acção da engenharia genética, apesar de muitos alimentos geneticamente modificados à venda conterem proteínas cujo potencial alergénico nunca foi testado.
O impacto na Natureza, nomeadamente ao nível dos ecossistemas e das espécies, também não é animador, podendo surgir efeitos negativos no solo e nos seus organismos, morte de insectos benéficos, aparecimento de “super-pragas” (quando uma planta infestante, cujo controlo se pretende assegurar, adquire a resistência a um herbicida por cruzamento com um OGM, deixando os químicos de surtir efeito), entre outros eventuais problemas.
Alguns exemplos de OGM’s são o arroz, o algodão, a batata, a banana, o tomate, o milho, etc…


Fonte: http://www.stopogm.net/biotecnologia/ogms.htm

Monday, March 13, 2006

Engenharia Genética: significados ocultos
Por Alejandra Rotania
28 de Fevereiro de 2006

“Desde o século XVII que o conhecimento e a técnica vêm se desenvolvendo de um modo que, paulatinamente, vai quebrando paradigmas no campo do conhecimento e do agir humanos. (….) Eis quando se descobre o “coração da matéria” e se abrem as portas para um novo olhar e um novo agir sobre a vida, sobre a matéria, (….) com alto grau de intervencionismo nos seres vivos, cujas conseqüências para o futuro são imprevisíveis. (….)
A engenharia é o conhecimento prático, a arte, a técnica, que permitia antigamente e ainda permite a projeção, o desenho e a construção de artefatos materiais (….) para uso humano, que lhes facilitem a vida e complementem o que a natureza oferece para a sobrevivência. (….)
Deste modo, a vida (….)nas suas múltiplas e variadas expressões, com estruturas que contêm e transmitem a hereditariedade das várias espécies de seres vivos, transforma-se em objeto de manipulação tecnocientífica, seja no caso de modificação genética seja no caso das recombinações genéticas (genes de diferentes espécies).(….)
No campo da reprodução humana (….) as novas gerações são objeto de melhoramento constante em função dos padrões e das demandas da cultura.
Tende-se a acreditar que a genética desenha o destino das pessoas, que serão superiores ou inferiores, evitará a existência de seres defeituosos, deficientes ou fora de padrões considerados de elevada beleza ou inteligência ou, pelo contrário, poderá compor seres preparados para os trabalhos mais brutos, totalmente desumanizados. Nas últimas décadas os eventos tecnocientíficos têm alcançado tal dinamismo que proezas artificiais contemporâneas nos permitem comer alimentos produzidos pelo entrecruzamento, no laboratório, de genes de diferentes espécies ou de espécies “melhoradas” (tomates com cheiro de limão ou tomates que não amassam), de cereais diversos em um só, de medicamentos personalizados que prometem descartar a possibilidade de doenças hereditárias, entre outros. (….)
Na agricultura, os procedimentos transgênicos foram pensados em função de melhorar a relação da produção com a natureza. Para aumentar o lucro, garantir a qualidade e evitar riscos, os proprietários das grandes corporações biotecnológicas decidiram “melhorar” a natureza no sentido de evitar pragas e os obstáculos do desenvolvimento natural (….)
Sem perceber vivemos uma fase de seres vivos mutantes.(….)
É fundamental recriar o debate entre ética, ciência e sociedade e revisar, sob possíveis novos referenciais, a epistemologia e ontologia do conhecimento contemporâneo sob a ótica dos procedimentos tecnológicos de última geração.”


Fonte: http://www.amauta.inf.br

Friday, February 10, 2006


Olá! Este blog foi criado com o intuito de apresentar informações, entrevistas e outro material acerca de uma temática bastante polémica e actual: a Engenharia Genética.
A engenharia genética consiste, basicamente, na transferência de um gene de células de uma espécie, para células de uma outra espécie. Ou seja, através do uso de enzimas que quebram a cadeia de DNA em determinados lugares, inserem-se segmentos de outros organismos, “recriando” a sequência. Desta maneira, as células receptoras, irão ganhar uma nova propriedade ligada ao gene transferido.
Como veremos mais tarde neste blog, apesar de estas técnicas modernas de biologia molecular terem um papel importante nos domínios da saúde, da agricultura, e do sector agro-alimentar, envolvem também alguns problemas éticos….

Fontes: Diciopédia 2004
http://orbita.starmedia.com/~m.p.3/